terça-feira, 11 de março de 2014

Block House, Oeiras Parque

O Block House (cadeia de origem alemã) do Oeiras Park é um velho conhecido - uma steak house à americana, com um serviço profissional e bons bifes. No domingo de Carnaval, os empregados estavam mascarados, um toque simpático paras as crianças (quando não ficavam assustadas), a juntar aos lápis de cores que entregam assim que nos sentamos à mesa e às gomas que oferecem à saída.
O ambiente é acolhedor, com paredes de tijolo, luz quente bem distribuída e um nível de ruído simpático para quem não quer que cada grito dos pequenos atraia a atenção de todo o restaurante.

O Comilão e família optaram pelo Prime-Rib Steak For Two, uma solução mais económica, que inclui um bife de 500 gr., batata assada com sour cream ou batatas fritas (neste caso foi 'e'), pão de alho, manteiga de ervas e ainda uma grande salada, que sai do balcão de saladas que o Comilão foi impedido de fotografar. Essa inclui várias tipos de folhas verdes, tomate, cogumelos frescos laminados, um molho à escolha e talvez ainda mais qualquer coisa.
a farta (e variada) salada do Block House

A carne é de qualidade, mas na opinião do Comilão estava demasiado mal passada (naquele ponto em que fica quase viscosa, mas assim foi pedida) e faltava-lhe sal. Bons acompanhamentos, serviço atencioso, ambiente geral agradável. O preço da refeição para 3 pessoas e meia rondou os 45 euros - mas não houve cafés nem sobremesa e só teve uma rodada de bebidas.

Veredicto do Comilão: 3-3,5 estrelas. Lugar simpático e family friendly, resguardado da zona de alimentação barulhentas do centro comercial, boa comida, preço não exagerado. Fiquei com vontade de experimentar o filet mignon, que custa 25 euros.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A língua não é uma peça de museu


Vejo, leio e oiço muitos disparates sobre o Acordo Ortográfico. Importa pois combater preconceitos injustificados, narcisismos extravagantes e ideias (mal) feitas.

Essencialmente, acho que não podemos ter uma perspectiva museológica sobre a língua. A língua (que tem o nome de um órgão humano que, por acaso, até é o mais forte dos nossos músculos) não deve ser fechada numa vitrina para poder ser contemplada, tentando preservar-se para as gerações futuras com o mínimo dano possível. A língua não é uma criação perfeita e acabada, é um organismo vivo, que muda, se actualiza e se enriquece. Não tentemos mumificá-la ou transformá-la numa peça de museu. E, acima de tudo, não tenhamos a pretensão de julgar que o nosso português é superior ao do Brasil.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Duas citações de M. K. Gandhi


Esta é a capa da primeira edição de Ethical Religion, de Mahatma Gandhi, que o Comilão adquiriu numa feira de velharias a 26 de Janeiro de 2014.

Aqui ficam duas citações:

«The only reward of a thing well done is to have done it»

«When we have realised the majesty of the moral law, we shall see how little our happiness or unhappiness depends on health, and success, and fame, and the like»

(neste caso, interrogo-me se não será wealth, riqueza, em vez de health, saúde)

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

'Às vezes gosto de pensar que sou um bocadinho sábio, mas quanto mais penso, menos acredito nisso'

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Marinheiros, artesãos e mercadores

Aqui ficam a primeiras linhas do Prólogo de Na Esfera do Mundo, o IV volume da História de Portugal de António Borges Coelho:

«Uma força social poderosíssima arrastava para fora de Portugal homens aos milhares, poucas mulheres. Eram homens de 50 soldos, esfarrapados e descalços, pescadores, marinheiros, artesãos ligados à construção naval e ao fabrico das armas, mercadores, escudeiros, fidalgos, clérigos. A torrente carreava para dentro riqueza de fora: as drogas, o ouro, as pérolas, os têxteis; aumentava dentro o número dos escravos de África, da Ásia e da América; atraía europeus. As formas, os cheiros, os sabores chegavam nas velas e nos corpos. Aumentava o tráfego à escala do mundo. Recorria-se ao crédito, iniciava-se a corrida ao padrão de juro. Os campos perdiam mão-de-obra jovem, crescia o número das viúvas».

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Cais da Pedra

No passado dia 3 de Outubro (já lá vão uns meses) ao almoço, o Comilão e família foram ao Cais da Pedra, a hamburgaria de Henrique Sá Pessoa em Santa Apolónia. É um espaço enorme, um armazém bem recuperado. Para começar, pão, azeitonas e uns croquetezinhos de bola muito bons - o pão também era bom, mas de certo modo supérfluo num restaurante deste tipo.

A seguir, o prato forte, ou seja, os hambúrgueres. Um bacon & ovo e um Cais da Pedra (com cebola caramelizada, queijo da ilha e compota de tomate e manjericão). À primeira dentada pareceu muito bom, depois apenas bom. A carne poderia ser melhor em termos de sabor. Belas batatas.

Para sobremesa, um brownie com gelado para partilhar com a aniversariante. Dose exagerada.

Exagerado também foi o preço: cerca de 40€. 20€/ pessoa para comer um hambúrguer é demasiado. Não admira que tivesse pouca clientela, embora seja um espaço muito agradável.

O carro estava estacionado em frente à loja de design, não a da Atalaya, mas a Nord, que tem objectos de origem escandinava. Ali vi o livro Hanne Kjaerholm - Houses, com que fiquei encantado. Viria a recebê-lo umas semanas mais tarde, no meu aniversário.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Entrecosto no tacho à moda do Comilão

(para dizer a verdade, até poderia combinar bem com o camarão do post anterior)


A receita não tem grande segredo: barra-se o entrecosto com um pouco (mas só um pouco) de massa de pimentão e frita-se em azeite e alho, chama suficientemente forte para não ficar a cozer, mas não tão forte que comece a queimar, até porque o entrecosto deve ficar bastante tempo ao lume.
Pode acrescentar-se uma folhinha de louro, regar-se com um pouco de vinho branco e mexer-se de vez em quando para os pedaços ficarem cozinhados por igual, com esta crostazinha por fora e uma cor quase dourada.
E pronto. A panela faz praticamente o trabalho sozinha (optei por este tachinho mais fundo para ficar entre o frito e o estufado, mas também para que a carne absorvesse bem o tempero). Acompanhou com arroz branco e feijão de lata Heinz (baked beans) - o adocicado do molho do feijão liga lindamente com o entrecosto. Uma boa opção para o jantar.