segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Uma anedota soviética

Existe um rol de anedotas ácidas dos tempos da URSS - embora se conte que houve quem chegasse a ser mandado para o gulag não sei quantos anos por ser apanhado a dizer uma piada sobre Estaline.

Há dias no Quora encontrei uma que era mais ou menos assim:

Numa noite de 1943, depois da hora de fecho dos bares, um homem gritava a plenos pulmões nas ruas de Moscovo:

- Morte ao ditador! Morte ao ditador!

Por coincidência, estava a passar por ali Lavrentiy Pavlovich Beria, o sanguinário comissário do NKVD, a polícia secreta soviética. O homem estava tão bêbedo que Beria não teve dificuldade em dominá-lo e algemá-lo.

No dia seguinte, Beria levou-o à presença de Estaline.

- Repete ao camarada Estaline o que eu te ouvi dizer ontem à noite.

O homem repetiu:

- Morte ao ditador!

Beria já se via a executá-lo com as suas próprias mãos.

- Tens alguma coisa a alegar em tua defesa?

- Como assim? Não percebo - respondeu o homem. - Morte ao ditador, morte a Hitler!

Estaline virou-se lentamente para o comissário:

- Camarada Lavrentiy Pavlovich, estava a pensar em quem?




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